Mauro T. V. B. Segura, diretor de Marketing e Comunicação da IBM Brasil, uma das empresas mais conservadoras em termos de comunicação corporativa, foi um dos participantes do Digital Age 2.0, em São Paulo, ministrando a palestra ‘Corporação 2.0: sinal aberto para as redes sociais’.
Durante sua apresentação, Segura disse que um dos aspectos mais importantes da mobilidade no ambiente corporativo é o fim das fronteiras físicas e virtuais. Com a expansão da banda larga, a oferta de dispositivos móveis cada vez mais ágeis e convergentes, as pessoas tenderão a trabalhar fora dos núcleos empresariais. Ou seja, as baias ou ilhas de trabalho estão fadadas a acabar, literalmente.
Com isso, mudam os relacionamentos internos nas empresas – tendendo, também, a uma relação de mais colaboração e menos de comunicação unipessoal. Nesse contexto, a função do profissional de comunicação torna-se fundamental, já que ele deixa de ser um mero formulador de conteúdo para adotar uma postura cada vez mais estratégica como formador de opinião e facilitador de todo o processo de comunicação. A ele caberá o dever de manter conectados os funcionários nas redes de colaboração, via comunicação orientada, com metodologia.
A primeira experiência da IBM com relação à abertura aconteceu em 1997, ao permitir total acesso à internet pelos funcionários. Em 2005, a empresa lançou um manual de uso de internet – o ‘Internet social guidelines’. Qualquer um poderia, então, criar blogs, wikis, participar de redes sociais pela empresa ou não, desde que tivesse o cuidado de se responsabilizar pelo que escrevesse e dominasse. “Esse foi, talvez, o aviso que fez e faz toda a diferença, porque nos remete ao processo educativo que usamos o tempo todo, no qual a liberdade exige responsabilidade”, explicou Segura.
Hoje, cerca de 140 mil pessoas participam de redes sociais e das mídias interativas, trocando idéias e colaborando. Muito mais do que os números apresentados, Mauro Segura salienta a importância do processo que essa descentralização da comunicação provocou e que põe abaixo medos de dirigentes que relutam em implementar um ambiente colaborativo em suas empresas – comprovada em estudo por uma universidade em Melbourne, na Austrália. “A produtividade aumenta, em média, 9% em empresas que têm essa atitude”, revelou.
Fonte: Nós da Comunicação