
A IBM lançou, sem muito alarde, a nova versão do LotusLive, um conjunto de aplicativos para empresas que funciona online.
A imprensa fez o maior estardalhaço, pois a solução de webmail oferecida, o Lotus iNotes, custa menos que a versão profissional do Gmail e promete 99,99% de funcionamento. A versão corporativa do Gmail, que é paga, promete um período de falha de no máximo 10 minutos consecutivos, mas não especifica a quantidade de tempo que pode ficar fora do ar.
Para nós, meros mortais, ficar 10 minutos sem e-mail é chato, mas não letal. Para uma empresa com mais de 10 mil funcionários trabalhando de forma colaborativa por e-mail, isso é prejuízo certo.
O web mail seguro da IBM é interessante, mas o mais revolucionário no pacote LotusLive é o módulo LotusLive Connections. O conceito é simples: sem instalar nada, direto do browser, funcionários de uma empresa podem participar de uma rede social privada, trocar arquivos, mensagens e interagir de forma colaborativa.
O que o LotusLive Connections permite é mais ou menos o que o LinkedIn faz, mas com um foco muito mais intenso. Conhecendo colegas de empresa inicialmente por afinidades, é possível criar projetos paralelos e aproveitar talentos latentes.
Hoje, já existem empresas que usam redes internas para trocar informações, mas o que a IBM propõe amarra um monte de soluções em um só ambiente. Existe o componente social, inédito até hoje, e ele está integrado com áreas de transferências de arquivos, comunicador instantâneo próprio e até formulários compartilhados. E tudo funciona em qualquer lugar do mundo.
O mais interessante é a interoperabilidade. Se uma outra empresa parceira usa o sistema, as duas redes sociais podem ser conectadas, com limites definidos de comum acordo.
Como se trata de um serviço profissional, com alto nível de segurança, o LotusLive Connections é cobrado. Por usuário, ele custa R$ 260,86 por ano. Para nós, que usamos Tweeter, FaceBook, LinkedIn e SendSpace, é caro. Mas para grandes empresas, que não querem ver suas informações rolando pela rede sem controle ou resultado, pode ser um bom negócio.
Fonte: Blog do Link